Jéssica Vanessa, 7º período de Jornalismo - Jornalismo Especializado
O recuo reduzirá ainda mais a economia prevista
pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy
Na véspera
de anunciar oficialmente o tamanho do contingenciamento no Orçamento de 2015, a
presidente Dilma Rousseff se viu obrigada a fazer mais uma concessão para
garantir a aprovação do ajuste fiscal no Congresso.
Pressionado
por aliados, o Palácio do Planalto aceitou manter a regra atual de carência
mínima para o pagamento do abono salarial, e não a prevista na Medida
Provisória 665. O recuo reduzirá ainda mais a economia prevista pelo ministro
da Fazenda, Joaquim Levy.
Na quinta-feira, 21, Dilma disse que o ajuste é fundamental para o "Brasil virar essa página". Ela saiu em defesa de Levy e garantiu que o bloqueio de despesas orçamentárias não vai paralisar as atividades do governo.
Na quinta-feira, 21, Dilma disse que o ajuste é fundamental para o "Brasil virar essa página". Ela saiu em defesa de Levy e garantiu que o bloqueio de despesas orçamentárias não vai paralisar as atividades do governo.
Após
reunião com Levy e o vice-presidente Michel Temer, o líder do PMDB no Senado,
Eunício Oliveira (CE), anunciou que o Planalto havia aceitado vetar um trecho
da MP que exigia carência mínima de três meses para o pagamento do abono. Isso
mantém a regra atual, que demanda apenas um mês de trabalho para o acesso ao
benefício.
A MP chegou a ser debatida no Senado na quarta-feira, 20, mas a articulação política do governo avaliou que ela poderia ser rejeitada e a votação foi adiada. O Planalto espera que a promessa de veto pacifique os aliados e abra caminho para a aprovação da proposta.
Cálculos do consultor de Orçamento da Câmara, Leonardo Rolim, mostram que a redução da poupança esperada pela Fazenda com a concessão é pequena, de cerca de R$ 200 milhões em 2016 em relação ao relatório que está sob análise.
Apesar disso, outras alterações no prazo de carência do abono salarial feitas desde quando a MP foi lançada são mais significativas. A medida inicialmente aumentava para seis meses o tempo de trabalho mínimo para o recebimento do benefício, uma exigência que foi cortada pela metade pelos deputados, a um custo de R$ 850 milhões para o governo, de acordo com Rolim. Dessa forma, as sucessivas revisões apenas desse item já representariam uma perda superior a R$ 1 bilhão.
A MP chegou a ser debatida no Senado na quarta-feira, 20, mas a articulação política do governo avaliou que ela poderia ser rejeitada e a votação foi adiada. O Planalto espera que a promessa de veto pacifique os aliados e abra caminho para a aprovação da proposta.
Cálculos do consultor de Orçamento da Câmara, Leonardo Rolim, mostram que a redução da poupança esperada pela Fazenda com a concessão é pequena, de cerca de R$ 200 milhões em 2016 em relação ao relatório que está sob análise.
Apesar disso, outras alterações no prazo de carência do abono salarial feitas desde quando a MP foi lançada são mais significativas. A medida inicialmente aumentava para seis meses o tempo de trabalho mínimo para o recebimento do benefício, uma exigência que foi cortada pela metade pelos deputados, a um custo de R$ 850 milhões para o governo, de acordo com Rolim. Dessa forma, as sucessivas revisões apenas desse item já representariam uma perda superior a R$ 1 bilhão.

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