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segunda-feira, 11 de maio de 2015

CÃES, ALIADOS NA LUTA CONTRA AS DROGAS

Marcelo Santos, 7º Jornalismo

Desde 2013, a Unidade K9  atua no combate ao narcotráfico e faz palestras pedagógicas em colégios de Foz do Iguaçu. O projeto, parceria entre a Secretaria Municipal de Segurança Pública  e uma empresa de adestramento de cães da cidade, está servindo de exemplo para o país. No mês passado, representantes da Unidade estiveram em Campo Grande para ministrar um treinamento.


 
Mia, detectora canina da Unidade K9.

 O Grupo formado pelo inspetor Ezequiel Bertolino e a cinotécnica Sarah Bertolino  esteve na PM da capital sul-mato-grossense para aprimorar o treinamento cinófilo dos condutores K9’s do Choque..

A unidade trabalha com  4 cães e para a viajar, a equipe disponibilizou dois cachorros.  Um dos animais, conhecida como Mia, foi treinada para detecção de drogas e armamentos. O outro, Bart, foi designado para atuar no trabalho de CDC – Contenção de Distúrbios Civis.

Segundo o coordenador K9, Ezequiel Bertolino, o curso foi bem recebido e trouxe um conhecimento amplo para os participantes. “Preparamos dois de nossos cães, o Bart, treinado para ações táticas e a Mia, treinada para o trabalho de detecção. Lá mostramos como esses cães são ensinados para aturem junto às Polícias”, disse.

Nesse mês, a unidade fez uma nova reciclagem com o Agentes Caninos da Força Nacional do Acre e Rôndonia  Sarah Bertolino acrescenta que o constante conhecimento é a chave para manter um bom treinamento. “O aprimoramento no trabalho policial é suma importância tanto para os cães K9 quanto para os condutores”.

Os cães da Unidade, da raça Pastor Belga Malinois, fazem trabalhos diários na fronteira. Desde a implantação das atividades, houve um aumento significativo de apreensões na Rodoviária Internacional pela Guarda Municipal.

O trabalho com cães não é inédito na polícia. Projetos implantados por todo o país ajudam no combate a criminalidade e na fronteira não seria diferente. .


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fronteira Blindada continua na luta contra o contrabando

Foto: Polícia Federal


Iniciada no início de abril a Operação Fronteira Blindada está  presente nas fronteiras e divisas dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A operação tem a finalidade de reduzir a prática de tráfico de drogas, contrabando e pirataria.

O “pente-fino” nas principais rodovias Federais e Estaduais continua este ano com as fiscalizações que vão além das fronteiras e concentram-se também nos centros urbanos, hotéis, terminais rodoviários estacionamentos e dentre outros.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Policia Civil do Paraná, um dos  pontos de atuação no oeste do Estado é a vigilância na praça de pedágio em São Miguel do Iguaçu juntamente com a Policia Militar, Policia Rodoviária Federal, Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (DIEP) e Receita Federal.

 O delegado-titular de Foz do Iguaçu Alexandre Macorin afirma que além da luta contra o contrabando e tráfico de drogas, é realizada automaticamente a recuperação de carros roubados, já que muitos casos os contrabandistas furtam veículos para fazer as entregas e ficar impune da lei. "Mesmo não sendo atividade da Polícia Civil em operações contra o contrabando e descaminho, temos constatado que a grande maioria dos veículos usados para o transporte possui queixa de roubo ou furto”, completou o delegado.

O resultado da operação é visível: no último dia 16 de abril, dois carros carregados de cigarros contrabandeados do Paraguai foram recuperados pela Polícia Rodoviária Federal quando tentavam desviar o posto de fiscalização da BR-277 em Santa Terezinha de Itaipu. Um dos veículos foi roubado no mês de janeiro na cidade de Curitiba e outro em março, em São José dos Pinhais.

De acordo com coordenador de administração aduaneira da RF, José Carlos de Araújo a Operação Fronteira Blindada existe desde 2005 e em 2015 a operação vai durar 60 dias, porém pode ser prorrogada se for necessário.

Em janeiro foi divulgado pela Polícia Federal que em 2014 as apreensões de carros utilizados para contrabando e mercadorias chegaram a U$ 125 milhões, aumento de 5% comparado a 2013.



terça-feira, 3 de março de 2015

O MATE DA FRONTEIRA

O Paraguai celebrou no último 28 de fevereiro o “Dia Nacional do Tereré”

Plantas medicinais, hortelã, kokú, cedrón paraguay, rabo de cavalo, erva kurupy. Guampa, bomba d ´água, água gelada e garrafa térmica. Esses são os principais ingredientes da bebida mais famosa do Paraguai. No último sábado (28) foi festejado o Dia Nacional do Tereré no país vizinho. O tereré ou tererê não tem, ao certo, um local de surgimento. Acredita-se que a bebida apareceu durante a Guerra do Chaco, entre o Paraguai e Bolívia (1932-1935).

No verão, devido as altas temperaturas na fronteira, é fácil encontrar grupos ou até mesmo pessoas sozinhas aproveitando a bebida gelada, que além de refrescar traz benefícios para a saúde. Segundo o Instituto Pasteur de Paris, a erva utilizada no tereré é importante para o processo de regeneração celular e estimula a energia física e mental. Estudos indicam ainda a eliminação da fadiga, o processo diurético e a circulação do sangue como benefícios da bebida.

Para os moradores da fronteira, a bebida se tornou algo cultural. Famílias e amigos se reúnem em rodas de tereré, fortalecem as amizades já existentes e contribuem para a troca de conhecimentos.


O Congresso paraguaio declarou, em 2011, a bebida como “Patrimônio Cultural e Bebida Nacional do Paraguai”, e instituiu uma lei celebrando o último sábado de fevereiro como o Dia Nacional do Tereré. 



                                                            Amanda Farias, Edilson Marinho - 5 Jor 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

MULTICULTURALIDADE INVISÍVEL

Foz do Iguaçu, palco de manifestações culturais no Sul do país, tem estrutura precária para a visibilidade das artes, principalmente no Teatro

Em todo país, o estado que tem mais oferta  de teatros públicos é  São Paulo, seguido do Rio de Janeiro e Minas Gerais. O Paraná está no quarto lugar da lista e lidera na Região Sul, e logo atrás fica Rio Grande do Sul. Os dados, de 2010, são da Cultura em Números, do Ministério da Cultura.

No Paraná, o número de teatros públicos é  de 77. No Rio Grande do Sul chega a 76. Santa Catarina tem 30. Embora o Paraná lidere o ranking, muitas cidades do estado são carentes desse espaço físico.




Em Foz do Iguaçu, o único local público que existe é o Teatro Barracão. Situado no Jardim São Paulo, o teatro precisa urgentemente de uma reforma. A jovem atriz Larissa Sehn da Rocha, da Escola de Atores & Cia. Vida é Sonho, acredita que a falta de um Teatro Público é preocupante devido à diversidade cultural existente na Tríplice Fronteira.  

“Temos companhias teatrais, de dança, de canto, artistas circenses, e várias outras opções. Uma cidade turística como Foz do Iguaçu precisa de um centro cultural onde as coisas funcionem e abranjam todas as artes em todas as suas formas e com uma estrutura onde a plateia ficará livre de goteiras e cadeiras quebradas”, explica Larissa.

Larissa disse que conheceu o Teatro de Toledo e desfrutou de um palco incrível. A vontade dela era de que sua cidade natal deveria ter um espaço igual. “Tive a honra de frequentar duas vezes aquele palco incrível É uma estrutura divina, acústica ótima, disposição da plateia super bem distribuída, camarins gigantescos, coxias confortáveis e um proscênio de dar inveja para muitos palcos”, comenta. 

Larissa Sehn da Rocha de 18 anos, atriz desde os 14. 


Marina Massao - 6º Jornalismo

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