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quinta-feira, 18 de junho de 2015

A violência sem limites

Por: Márcia Araujo

A violência nas escolas tem deixado muitos pais preocupados. A confiança de que o filho estaria seguro no colégio, foi abalada diante de atos agressivos dentro e fora das escolas. Não é só a agressão física que tem angustiado os responsáveis, mas a facilidade que as drogas e as armas têm circulado no meio dos alunos. O que fazer diante dessa situação?

A formação escolar é o princípio para alcançar uma profissão. Uma escolha difícil para os pais, principalmente aqueles que já tiveram os seus filhos envolvidos em brigas, que já foram vitimas desses fatos marcantes. Sem falar os pais “confiantes”, aqueles que têm a certeza que os filhos estão em sala de aula, certos que foram encaminhados para um conhecimento disciplinar, sonhando com a conclusão do curso. Porém às vezes o sonho é interrompido pelas más companhias, no meio do caminho os benfeitores descobrem que os filhos recebem outro tipo de formação, a “bandidagem”.

Uma pesquisa realizada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) “indica que as armas de fogo são apenas uma pequena porção das encontradas nas escolas. Há mais “armas brancas” do tipo faca ou tesoura, além de correntes e porretes”.

Esperar que o governo adote medidas que proteja seus filhos dentro das escolas é quase impossível, pois o perigo está dentro e fora. É importante que os pais mantenham seus filhos informados sobre a violência, o que tem gerado tanta violência nas escolas. Assim, os pais deixarão seus filhos cientes que todo ato comedido de violência terá uma consequência, expondo a eles o seu ponto de vista. O seu filho irá confiar muito mais na sua fala do que na voz de um estranho. Aquilo que o adolescente não descobre dentro de casa, ele conhece lá fora, o mundo se incube de mostrar, mas totalmente diferente da realidade. 


*Texto para disciplina de redação







terça-feira, 16 de junho de 2015

Há chances de permanecer?

Artigo
                             

Um ambiente esquecido, abandonado pelo município e maltratado pelos seus poucos visitantes, ganha a preferência dos esportes radicais. O Marco das Três Fronteiras é perigoso, mas não menos apropriado para a prática de Escaladas, Highline, Motocross e Rappel.

Os grupos que frequentam o Marco sabem bem do que estou falando. O espaço das Américas recebe semanalmente esses atletas em busca de adrenalina. A questão aqui é. Com a aprovação da revitalização do Marco das Três Fronteiras que será administrado pelo Parque Nacional do Iguaçu, esse espaço para essas atividades esportivas será perdido?

Já que um dos objetivos do projeto é aumentar as visitas dos turistas, e receber grandes eventos, criando lojas e abrindo restaurantes, vejo a necessidade de deixar um espaço destinado aos esportes. Isto permite que adolescentes, adultos e moradores da região, frequentem e olhem com mais carinho o bairro em que vivem.


Por Ahlam Amira

* Texto para disciplina de redação.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Consórcio do sorriso triste

Artigo de opinião

Quem mora em Foz do Iguaçu entende o drama que é ter que depender do transporte público. Sabe o quanto é triste os pontos de ônibus sucateados, fora de mão, sem segurança e nem informações. Sem falar das linhas, com muito usuários para poucos veículos, tornando os horários de pico um verdadeiro mártirio.

A cidade em si é o mais puro fake, fora do “corredor turístico” é outra a realidade. O turista que vem aqui coloca o cabresto iguaçuense, fica dois dias, e vai embora achando que conheceu a “Cidade das Cataratas”. Mas isso é uma outra história, vamos voltar o foco para  um dos piores serviços municipais, que é o transporte público.

Quando se aproximam as eleições é sempre a mesma novela, da última vez disseram que iguais aos ônibus urbanos argentinos, o transporte iguaçuense passaria ter ar-condicionado, aliviando as altas temperaturas do verão. Conto do vigário! Unificaram o sistema, diminuíram o tamanho dos veículos, reduziram as rotas e aumentaram escancaradamente o valor das passagens.

A cidade tem só um terminal, que faz você percorrer 10km para atrás, independente de onde queira ir, mesmo quando só gostaria de andar 5 km para frente. Sem falar da péssima estrutura  que tem o lugar, quando chove você se molha e quando faz calor se queima ao sol.

Porém a maior ironia esta nos nomes. Ao invés do vales transportes que valiam como dinheiro nos estabelecimentos locais, implantaram a tarjeta com o nome de “Único”, que é para você não ter a opção de gastar seu dinheiro como quiser. Ao unificarem o sistema de transporte criaram o Consórcio Sorriso. Mas os únicos que riem com isso é a máfia do transporte ao tirar uma onda das nossas caras.

João Mota (cafecommota.wordpress.com)
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