Josnei Wolfart
A morte do sertanejo José Rico, que fazia dupla com Milionário, na tarde desta terça-feira (3), gerou comoção entre os profissionais da comunicação da região Oeste do Paraná. “Zé Rico”, como era chamado pelos radialistas, estava internado desde segunda-feira e morreu depois de uma parada cardíaca, em Americana (SP). As emissoras de rádio da região costumam rodar músicas consagradas da dupla em razão da influência agrícola e pela preferência de parte dos ouvintes pelo estilo sertanejo.
O radialista John
Bragagnollo, comunicador da Rádio Jornal AM de São Miguel do Iguaçu, lamentou a
morte do cantor. Ele disse que José Rico irá fazer falta no meio musical e radiofônico.
Em seu perfil na rede social Faceboook, o radialista escreveu que “a música brasileira hoje perdeu um pedaço de
sua história, alguém que tinha em seu ser a vontade de viver, de ser feliz,
levar alegria e felicidade para os outros”. John contou ainda que teve a
oportunidade de conhecer pessoalmente o cantor ao anunciar Milionário e José
Rico em shows pela região. “Aproveitei muito bem os dois momentos em que estive
junto com essa figura única”, confessou o radialista.
Apesar da figura do cantor não estar mais presente nos palcos do
Brasil, as músicas da dupla continuarão vivas e constantes na programação das
rádios locais. “São músicas que trazem um certo sofrimento em suas letras e os
ouvintes se identificam com esse sentimento”, acredita Fernando Figa,
radialista da Integração FM. Milionário e José Rico nasceram em Terra Rocha,
cidade do Oeste paranaense. “As pessoas valorizam isso. Eles foram uma das
duplas de maior respeito dentro da música sertaneja e isso vale muito para quem
mora no Paraná”, acrescenta Figa.
O jeito emblemático de se vestir e o nome curioso da dupla contribuíram
para o reconhecimento de Milionário e José Rico por todas as partes do Brasil. “Mesmo
não cantando o estilo de música considerado comercial para o momento, os dois
continuarão por um bom tempo entre os cantores sertanejos mais ouvidos. O povo
continuará gostando dos clássicos”, finaliza o radialista.

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