terça-feira, 26 de março de 2013
Liberdade de expressão e senso crítico
Por Carol Agripino - 5o. Jornalismo
A ditadura é considerada uma opositora à liberdade de expressão. Sob esse regime, o povo não possui direito de opinião e deve seguir à risca as leis impostas por determinado governo. Já faz um bom tempo que a ditadura passou pelo Brasil, mas será que as pessoas são livres para dizer o que pensam? A influência da mídia, afinal de contas, seria muito diferente de um governo ditatorial?
Ano passado, um homem foi expulso da Câmara de Vereadores de Piracicaba (SP) porque se recusou a ficar em pé para ler um trecho da Bíblia. A ordem foi dada pelo presidente da câmara e cumprida por policiais que usaram a força para retirar o cidadão. Isso prova que a laicidade do estado é duvidosa, e que a liberdade religiosa é um mito.
Os meios de comunicação de massa são controlados por quem está no poder. A teoria da Comunicação propaga que o profissional comunicólogo deve ser o mediador entre a realidade e a sociedade. Logo, seu papel é filtrar o que seria mais relevante e repassar para o povo – na íntegra. Infelizmente, não é bem isso o que acontece. Os desejos do topo da cadeia hierárquica conduzem os caminhos da informação que será disseminada através de ideologias e interesses.
Durante a ditadura brasileira, as pessoas contestavam e protestavam contra um governo totalitário, mesmo correndo o risco de serem presas, torturadas e mortas. Hoje, em compensação, o ser humano se deixa levar, somente, por medo de ser contestado e não ter argumentos para se impor. Mas, se não há argumentos, não há uma opinião concreta.
Alguém com uma boa oratória diz que isso é “legal” ou que isso é “chato”. Te proíbe de fazer “tal” coisa ou te incentiva e você vai na onda, conforme a maré. Talvez seja, justamente, essa a nossa diferença para as pessoas de 50 anos atrás: perdemos a capacidade de raciocinar. Nós não sabemos de onde surgem essas regras, essas leis e costumes e, nem mesmo, porque eles funcionam dessa forma. Obviamente, essa organização beneficia alguém que possui muito poder, então, cabe a nós mudarmos nossa própria vida e tentarmos fugir da alienação constante.
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