O empregado virou patrão. Depois de 13 anos trabalhando
como mecânico, o lixo foi uma oportunidade na vida de Ari Delson Dassi. Ele descobriu
que através do lixo reciclável era possível abrir sua empresa e ter uma
perspectiva de futuro melhor.
Com um investimento inicial de R$ 65 mil, alugou um
barracão no bairro do Três Lagoas, em Foz do Iguaçu, e comprou alguns
equipamentos para fazer a reciclagem.
Ari conta que no inicio não foi fácil '' Eu não conhecia
nada sobre os produtos que podiam ser recicláveis".
Hoje a empresa tem
oito funcionários diretos que fazem a classificação e prensagem dos materiais e
uma média de 70 famílias que sobrevivem juntando materiais recicláveis. Elas
chegam a ter um ganho mensal que varia de R$ 270,00 ate R$ 800,00.
A agente ambiental Maria Luiza dos Santos, com 77 anos de
idade, trabalha catando produtos recicláveis há cinco anos e chega a tirar uma
média de R$ 200,00 por semana. “Sou aposentada e ganho uma salário mínimo por
mês e gasto só com remédios mais de R$ 200,00. Se eu não trabalhar não consigo
pagar as minhas continhas”, diz.
Hoje o agente ambiental precisa recolher 70 latinhas para
ganhar R$ 2,10 que equivale a 1 quilo de alumínio.
A empresa do Ari recicla uma média de 100 toneladas de lixo, mais
de três mil quilos por dia. Todo esse material é distribuído para fábricas do
estado onde são feitas a moagem e aglutinação.
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