Exatamente às 19h59min , do dia
7 de novembro de 2012, o entardecer em Foz do Iguaçu acabará. A tarde que é tão
relutante no horário de verão cederá seu posto à noite, dando fim a mais um
dia na fronteira, com o sol se deitando lá para as bandas do Paraguai.
O pôr-do-sol é um evento
socialmente aceito como belo, despertando os mais diversos sentimentos, como
melancolia, alegria, admiração e contemplação. Cada pessoa imputa no entardecer
um significado. Para a fotógrafa Rebeca Ruiz, uma nostalgia surge neste momento
“Me lembra quando eu era criança... era mais fácil desfrutar do entardecer”.
O sol é o protagonista do
acontecimento. As civilizações antigas o cultuavam, transformando a estrela em
deus, desde os egípcios (Rá), os astecas (Quetzalcoatl) e os gregos (Hélio e,
posteriormente, Apolo). Na cultura wicca é celebrado o Yule no solstício de
verão, é um ritual em que se celebra a morte da luz e o renascimento do deus
sol.
Deixando crença e misticismo de
lado e partindo para a realidade, o sol é a estrela principal do sistema solar,
é composto primariamente pelos elementos hidrogênio e hélio.
Aquele espetáculo de cores que
o crepúsculo proporciona nada mais é que a interferência de partículas
existentes na atmosfera, a luz solar é branca (branco é o resultado da mistura
das sete cores do arco-íris). A atmosfera filtra o azul, o violeta e o anil,
tingindo o céu de azul. O amarelo do sol é o resultado da soma das pigmentações
restantes: amarelo, verde, vermelho e laranja. No final da tarde o amarelo e
verde se espalham, e o que a gente enxerga é o laranja e vermelho.
A melhor estação para ver o
poente é o verão, pois o astro-rei está mais perto do hemisfério sul. Nessa
mesma época é implantado o horário de verão, cuja ideia é aproveitar ao máximo
a luz solar, minimizando o gasto de energia elétrica.
Segundo estimativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2011, foi diminuída 4,4% da demanda no horário de pico, equivalente a 2.376 megawatts (MW). O horário de verão foi proposto há mais de dois séculos, em 1784, pelo cientista e político norte-americano Benjamin Franklin, o objetivo era reduzir a queima de velas e lamparinas. No Brasil, a mudança no relógio foi implementada em 1931.
Segundo estimativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2011, foi diminuída 4,4% da demanda no horário de pico, equivalente a 2.376 megawatts (MW). O horário de verão foi proposto há mais de dois séculos, em 1784, pelo cientista e político norte-americano Benjamin Franklin, o objetivo era reduzir a queima de velas e lamparinas. No Brasil, a mudança no relógio foi implementada em 1931.
O ENTARDECER NAS ARTES
A melhor parte do pôr-do-sol é
o encanto visual do degradê de cores que se forma no horizonte. Os sentimentos
afloram-se, e o entardecer inspira as pessoas, que colocam seus sentimentos nas
mais diversas artes.
Na literatura temos Fernando Pessoa, Jack Kerouac, Caio F Abreu, Visconde de Taunay, entre outros. Um belo exemplo é o seguinte poema de autoria de Fernando Pessoa.
“No
entardecer dos dias de Verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...
Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos ... "
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...
Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos ... "
A
sétima arte também usa do entardecer. Um bom caso é o filme “Before Sunset” de
2004. A película conta a estória do reencontro de um casal que se conheceu em
Veneza nove anos antes. Agora em Paris, eles têm até o final da tarde para
ficarem junto. A fotografia do filme é privilegiada pelo entardecer parisiense.
O longa-metragem foi indicado ao Oscar de roteiro adaptado.
Na pintura, o famoso quadro do pintor
expressionista norueguês Edvard Munch “O Grito”, representa uma figura em
pânico no pôr-do-sol da cidade de Oslo. Tarsila do Amaral pintou a tela “Sol
Poente”, sendo uma das obras mais características da pintora brasileira.
A
fotografia é uma das artes que melhor consegue representar o evento da
natureza, pois captura a realidade. Laís Cabral descreve a cena de uma foto do
pôr-do-sol com os amigos “Essa foto é do entardecer subindo a rua da
Uniamérica. Sempre andávamos por essa rua ao sair das aulas no fim da tarde, as
seis horas mais ou menos. O que mais nos encantava era sermos presenteado no
fim do dia com um entardecer tão belo. Reclamações sobre a cidade eram muitas,
vindas principalmente daquelas pessoas que acabavam de chegar na cidade, porém
o que sempre chamou atenção era o pôr-do-sol , especialmente nessa subida.
Dizem que o céu daqui é o mais lindo que a cidade tem a oferecer”

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