Dayane
Vieira nunca ouviu o termo “newsgames”. Talvez ela seja como você, que lê meu
texto agora com cara de desentendido. Mas ela já teve contato com uma
ramificação desse termo. Fã das novelas da Rede Globo, ela acessa o site para
saber o que vai rolar na telinha à noite. Após ler um resumo do capítulo, se
diverte com os jogos inspirados na história.
Newsgames não é exatamente isso:
entretenimento. É a nomeação para jogos que são desenvolvidos a partir de uma
informação. Ela deve enriquecer a notícia em palavras e imagens. “Há cada vez
mais uma resistência em se ler notícias no formato tradicional com lead e
pirâmide invertida.” explica a jornalista Denise Paro. A cultura dos newsgames é
a nova estratégia adotada por esses profissionais para atrair leitores às
reportagens.
A
explicação para isso é que os games são capazes de prender a atenção de alguém
para o tema como nenhuma outra plataforma de informação, seja imagem, áudio ou
vídeo. Paro é também professora universitária, ou melhor, minha professora. Ela
nos dá aulas desde o começo do ano letivo. O dia em que explicou e mostrou como
é um newsgames foi uma das aulas mais participativas desde então. Aí está a prova de
que os sentidos se atraem muito mais por esse tipo de informação que os tipos manifestados
em palavras ou imagens.
A interatividade
presente no newsgames é muito mais atrativa que a interatividade em notícias
online, que só proporcionam deixar a opinião para que qualquer um possa ler e
quem sabe responder. O que já é muito se comparado a jornais e revistas. E lá
no fundo, o que os internautas mais querem é interagir. Prova disso é o sucesso
das redes sociais.
A
intenção principal dessa nova modalidade adotada pelo jornalismo é o game
despertar a atenção do usuário para a matéria que o gerou. Mas a grande polêmica
que fica é: será que os usuários vão além do game e leem a notícia?
Nenhum comentário:
Postar um comentário