Na sexta-feira (12), o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi absolvido, em um tribunal francês, do crime de exploração sexual na qual era acusado. Durante a leitura da sentença, Dominique Strauss-Khan mostrou-se impassível e só assentiu com a cabeça quando o juiz o declarou inocente de ter contratado prostitutas para festas libertinas em Paris, Bruxelas e Washington entre 2008 e 2011.
As acusações começaram há quatro anos, depois que uma camareira de um hotel (Sofitel) em Nova York acusou Strauss-Kahn de abuso sexual. Na época, ele era um dos favoritos nas pesquisas de opinião para as eleições presidenciais, mas o escândalo pôs fim ao desejo que ele tinha de se tornar presidente da França.
Ele foi acusado de ser o principal beneficiário e incentivador das festas liberais na França e em Washington. Após as denúncias, Strauss-Kahn sempre se defendeu das acusações alegando ser adepto de festas libertinas, mas não de prostitutas e dizia não ter cometido "nem crime, nem delito".
Strauss-Kahn foi julgado e passou três anos e meio na prisão. A audiência desta sexta deu-se por um pedido de anulação da acusação, pois desde fevereiro a promotoria vem solicitando a absolvição do ex-diretor, de 66 anos, por falta de provas. Juntamente com ele, estavam outros 13 acusados de praticarem esse crime que, se condenado, pune o acusado com até dez anos de prisão.
Na França, recorrer aos serviços de uma prostituta não é ilegal, mas incitar ou organizar seu trabalho é considerado crime.
Foto de arquivo de Dominique Strauss-Khan na Ucrânia
(Fonte: Agência de Notícias)
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário