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A Delegacia de Atendimento à Mulher e ao Turista de Foz do Iguaçu cumpriu na manhã da última segunda-feira (27) um mandado de prisão contra Aparecido Cavalcanti de Assis, de 54 anos, acusado de violência doméstica. O homem estava foragido desde 2014 e já respondia por um crime de estupro.
Policiais civis atenderam a
uma denúncia anônima de violência doméstica no bairro Cidade Nova, em Foz do
Iguaçu. Ao chegar no local, a esposa confirmou a acusação.
“Chegamos a residência e
fomos recebidos pela esposa, que estava desesperada e gritando por ajuda.
Vizinhos confirmaram a versão”, afirmou o sargento Auclides Souza, da 6ª
Subdivisão da Polícia Civil de Foz do Iguaçu.
Ao fazer o Boletim de
Ocorrência (BO), os guardas descobriram que o suspeito já possuía passagem pela
polícia e estava sendo procurado por uma delegacia de Guamiranga, cidade do
interior do Paraná.
O idoso recebeu a condenação
de 23 anos e nove meses pelo crime de estupro de vulnerável. Segundo
informações do histórico do processo, Aparecido cometeu o crime no mês de maio
de 2014, e estava foragido desde então.
Em 2014, Aparecido foi
condenado e preso por estupro a uma adolescente. O caso mobilizou a pequena
cidade de Guamiranga, no sudeste do Paraná. O suspeito conseguiu fugir da
cadeia após uma rebelião dois meses após ser detido.
Na época, Aparecido foi pego
em flagrante após uma denúncia anônima acompanhado de uma jovem de 17 anos, que
confirmou as acusações. O idoso já possui antecedentes criminais por pequenos
furtos e envolvimento com o tráfico de drogas.
No Brasil, o crime de
estupro já é considerado um dos casos de maior incidência no país. Segundo
dados da 8ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a ocorrência
desse crime ultrapassou o número de homicídios dolosos, que, até pouco tempo
atrás, era o crime de maior frequência.
O levantamento faz uma
consideração, que agrava ainda mais as estatísticas. Apenas 35% das vítimas
relatam o episódio às polícias, segundo pesquisas internacionais. Assim é
possível que o Brasil tenha convivido em 2014 com cerca de 143 mil estupros.
O Estado com maior taxa de
estupros é Roraima, onde 66,4 casos por grupo de 100 mil pessoas. Depois vêm
Mato Grosso do Sul (48,7), Rondônia (48,1), Amapá (45,4), Santa Catarina (44,3)
e Acre (44,3). Goiás apresenta a menor a taxa com 6,8.
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