Daryanne Cintra - 5º Jornalismo
A rotina da jovem estudante Amanda Mattos foi diferente nos últimos dias. Mas o motivo, segunda ela, valeu muito a pena. Amanda recebeu em casa a intercambista chilena Giannina Olmos. Ninna, como prefere ser chamada, veio para o Brasil por meio da AIESEC – a maior organização educacional reconhecida pela UNESCO. A rede é formada por jovens universitários e recém graduados encaminhados para intercâmbios e projetos de desenvolvimento social em várias partes do mundo. E, foi por esta oportunidade que Ninna chegou até Foz do Iguaçu.
A
intercambista desembarcou no Brasil no inicio de fevereiro e ficou hospedada na
casa da iguaçuense Amanda. Para receber a intercambista, Amanda precisou se
inscrever no Programa Host Family, criado pela AIESEC. “Através de uma ficha de
inscrição eu coloquei os meus reais interesses em receber uma estudante. Após
preenchimento, voluntários da organização entraram em contato com a minha
família, levantando outros aspectos essenciais para então se tornar um ‘host’”,
explicou Amanda.
A ‘host’ faz uma importante observação. “Para receber
alguém é necessário ter consciência de que, o intercambista necessitará de
atenção e de auxílio básico. Quando eu decidi ser uma ‘host’, estava disposta a
isso. Essa disposição valeu muito a pena, pois a troca de cultura e informação foi
fantástica”.
A
mistura de culturas
De Santiago,
no Chile, para Foz do Iguaçu, no Paraná. Esse foi o trajeto escolhido pela
intercambista, Ninna Olmos. Aqui na cidade, a estudante desenvolveu um projeto
no Instituto Polo Iguassu. O trabalho de Ninna foi o de buscar maneiras para aumentar
o quadro de voluntários em ações educacionais do Polo, como por exemplo, o
Programa Trilha Jovem. Para isso, a estudante apresentou ideias e propostas que
devem auxiliar no crescimento pelo interesse da população, pelo serviço
voluntariado. “Sempre tive vontade de fazer um intercâmbio e através dele
promover algum trabalho que realmente pudesse fazer diferença. Só pela
oportunidade de poder realizar esse projeto, a experiência já valeu muito”, disse
Ninna. Mas, além do projeto outras grandes descobertas encantaram os olhos da chinela, como por exemplo, os pontos turísticos da cidade. A jovem conheceu a Mesquita Muçulmana, Refúgio Biológico, Templo Budista, As Cataratas do Iguaçu, Feirinha da Argentina, entre outros lugares. “Me surpreendi com a riqueza turística de Foz do Iguaçu. Impossível não gostar”, conta.
A
despedida
No último sábado, (16), chegou ao fim o intercâmbio da chilena Ninna. “Vou sentir falta de tomar chimarrão com a avó da Amanda, e também do arroz com feijão. E vou levar comigo não só a experiência de trabalho, mas também o privilégio de ter conhecido pessoas de caráter e simplicidade, que ao longo da minha estadia me receberam tão bem”, disse Ninna, emocionada. Já para a ‘host’ Amanda, o desejo é inverter os papeis. “Agora sou eu que quero conhecer o Chile. Conhecer o famoso cachorro quente com abacate. Estou me planejando para que no fim deste ano, eu possa visitar a Ninna por lá”, falou entusiasmada.
Essa experiência vivida pelas duas jovens também já foi aproveitada por outras famílias iguaçuenses. As famílias Castagnaro e Carvalho já receberam o intercambista Sebastian Suarez, da Colômbia. Ninna também já havia passado uma temporada com a família Palazzo. A família Colombelli atualmente está recebendo a alemã Jessica Schmehl. “O Programa Host vai além de receber um estudante em casa. É também uma oportunidade de desenvolver outros idiomas como inglês, espanhol, alemão, pois os intercambistas dão duas horas semanais de aula sobre a conversação do idioma que fala. A experiência em receber um estudante possibilita estar em contato com diversas culturas dentro da sua própria casa”, reforçou Maria Liz, membro da AIESEC em Foz.
Serviço:
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