domingo, 3 de março de 2013

Cooperativismo, forma de organização ou estilo de vida?

Por Oly Junior


Em 2012, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o cooperativismo reuniu 1 bilhão de pessoas em mais de 100 países pelo mundo. As cooperativas são responsáveis pela geração de mais de 100 milhões de empregos em todos os continentes.
 
Cooperativismo, segundo a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) é um movimento, uma filosofia de vida e ainda um modelo capaz de unir desenvolvimento econômico e bem estar social.
 
Para que isso seja realidade, é necessário implantar uma série de fatores, como participação democrática, solidariedade, independência e autonomia. A diferença crucial com qualquer outro sistema está na base. O cooperativismo é voltado aos colaboradores e respectivas necessidades e  não puramente no capital e no lucro.


Segundo o presidente da Organização das Cooperativas Paranaenses (Ocepar), João Paulo Koslovski, “além de atender as demandas dos cooperados, certamente as cooperativas são o equilíbrio econômico entre os diversos agentes que atuam no mercado dando segurança aos negócios de seus cooperados. O cooperativismo transforma sonhos em realidade. Por meio da cooperação é possível construir uma sociedade mais justa, igualitária, solidária e voltada ao bem de todos”.

 
O diferencial do cooperativismo não para por aí. Para Koslovski uma cooperativa é uma sociedade de prestação de serviços, ou seja, é através dela que o cooperado viabiliza sua atividade.  Outro diferencial é a distribuição de sobras, já que o cooperado é o dono da cooperativa e participa dos resultados obtidos ao fim do exercício, explica.

 

Da Europa para o Mundo

 
O surgimento do cooperativismo foi a prova de que pessoas são mais importantes que simplesmente o lucro. Durante a Revolução Industrial, ocorrida na Europa, mais especificamente na Inglaterra, um grupo de operários tecelões se uniram para combater as empresas que estavam utilizando máquinas que agilizavam o trabalho e criavam cada vez mais desempregados.

Preocupados em como garantir o sustendo de suas famílias, os operários encontraram no cooperativismo a solução para a dificuldade à qual passavam na época. De 1843 para cá, inúmeras outras sociedades de consumo com os mesmos princípios foram criadas pelo mundo todo.

 

Princípios do Cooperativismo

É claro, para que uma sociedade seja considerada cooperativista existem alguns princípios que devem ser seguidos, linhas que servem de orientação para que os valores sejam realmente praticados.


A Livre Adesão reforça a ideia de que as cooperativas são abertas à todos, sem discriminação alguma quanto à sexo, grupo social, racial, político ou religioso.


A Gestão Democrática possui um papel muito importante entre os cooperados, afinal de contas são eles que participam na tomada de decisões do meio.


Para que todos tenham o mesmo direito, todos devem ser iguais e contribuir igualitariamente para o capital das cooperativas, esta é a Participação Econômica Igualitária.


Muitas vezes as cooperativas buscam parcerias com outras cooperativas, empresas e até mesmo governos, mas para isso sempre é importante manter a Autonomia e Independência de seus colaboradores.

Um dos diferenciais deste modelo de organização reside no fato de que o acesso à Educação, Formação e Conhecimento é incentivado e reconhecido, fazendo com que seus colaboradores cresçam intelectualmente.

O sexto princípio é voltado para o próprio sistema, para a Cooperação entre Cooperativas, uma forma de enaltecer e fortalecer o modelo, sempre trabalhando em conjunto. 

As comunidades onde estão inseridas as cooperativas também são beneficiadas, afinal o sistema busca o desenvolvimento das comunidades, reforçando os valores humanos, justiça e respeito.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...