Em 2012, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o cooperativismo reuniu 1 bilhão de pessoas em mais de 100 países pelo mundo. As cooperativas são responsáveis pela geração de mais de 100 milhões de empregos em todos os continentes.
Cooperativismo, segundo a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) é um movimento, uma filosofia de vida e ainda um modelo capaz de unir desenvolvimento econômico e bem estar social.
Para que isso seja realidade, é necessário implantar uma série de fatores, como participação democrática, solidariedade, independência e autonomia. A diferença crucial com qualquer outro sistema está na base. O cooperativismo é voltado aos colaboradores e respectivas necessidades e não puramente no capital e no lucro.
Segundo o presidente da Organização das Cooperativas Paranaenses (Ocepar), João Paulo Koslovski, “além de atender as demandas dos cooperados, certamente as cooperativas são o equilíbrio econômico entre os diversos agentes que atuam no mercado dando segurança aos negócios de seus cooperados. O cooperativismo transforma sonhos em realidade. Por meio da cooperação é possível construir uma sociedade mais justa, igualitária, solidária e voltada ao bem de todos”.
Da Europa para o Mundo
Preocupados em como garantir o sustendo de suas famílias, os operários encontraram no cooperativismo a solução para a dificuldade à qual passavam na época. De 1843 para cá, inúmeras outras sociedades de consumo com os mesmos princípios foram criadas pelo mundo todo.
Princípios do Cooperativismo
É claro, para que uma sociedade seja considerada cooperativista existem alguns princípios que devem ser seguidos, linhas que servem de orientação para que os valores sejam realmente praticados.
A Livre Adesão reforça a ideia de que as cooperativas são abertas à todos, sem discriminação alguma quanto à sexo, grupo social, racial, político ou religioso.
A Gestão Democrática possui um papel muito importante entre os cooperados, afinal de contas são eles que participam na tomada de decisões do meio.
Para que todos tenham o mesmo direito, todos devem ser iguais e contribuir igualitariamente para o capital das cooperativas, esta é a Participação Econômica Igualitária.
Muitas vezes as cooperativas buscam parcerias com outras cooperativas, empresas e até mesmo governos, mas para isso sempre é importante manter a Autonomia e Independência de seus colaboradores.
Um dos diferenciais deste modelo de organização reside no fato de que o acesso à Educação, Formação e Conhecimento é incentivado e reconhecido, fazendo com que seus colaboradores cresçam intelectualmente.
O sexto princípio é voltado para o
próprio sistema, para a Cooperação entre
Cooperativas, uma forma de enaltecer e fortalecer o modelo, sempre
trabalhando em conjunto.
As comunidades onde estão inseridas
as cooperativas também são beneficiadas, afinal o sistema busca o desenvolvimento das comunidades,
reforçando os valores humanos, justiça e respeito.
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